segunda-feira, 19 de abril de 2010

Extermínio ao abandono


Prometo a mim mesma (e a quem interessar) que a partir de hoje vou dedicar um pouquinho do meu tempo a fidelizar uma periodicidade para este espaço, que criei (há tempos e deixei esquecido aqui) a fim de expressar e compartilhar idéias, visões, críticas, informações...
Nada de me amarrar a um único tema. Tenho visto, lido e ouvido tanta coisa interessante, mas deixo cair no buraco negro da minha memória nada confiável. Até às coisas absurdas, inúteis e toscas quero dedicar um pouquinho de tempo e espaço. É cada uma que aparece por aí...
Música, arte, cinema, saúde, tecnologia, comportamento, atualidade, fofoca, tendência... e, claro, as pérolas. Chamou minha atenção, terá espaço garantido na minha pauta ;)
Abaixo ao abandono do meu blog! Extermínio já ao desleixo e ao esquecimento dele!

P.S.: Breve, breve, para (re)começar em grande estilo, uma entrevista quentinha (com quem??? segredo)... Aguardem.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Olhai por nós, Ó Virgem Santa!

"No mês de outubro, em Belém do Pará, tem dias de alegria e muita fé. Começa com extensa romaria matinal o Círio de Nazaré..."
Égua, é incrível como o Círio me comove. Aliás, acho que, no mínimo, a 99% dos paraenses e mais algumas centenas de católicos país a fora.
Caminhando pelas ruas do reduto, ontem (ops. reduto ou umarizal? Bem, não sei os limites), percebi o óbvio: A cidade já pinhada de gente; trânsito mais infernal que o normal; coletivos lotados por volta das 10h da manhã (hãm? é, isso mesmo)...
Aí, apesar do estresse da caminhada no sol escaldante, das pendências a serem resolvidas e das neuras que rondavam a minha mente (muito) pensante naquele momento, parei e vi meu rosto ser acariciado por um fio de lágrima do lado direito.
A princípio achei que fossem resquícios de lágrimas por neuras inúteis anteriores. Depois pensei na bendita TPM. Em fim, me dei conta de que era "O" CLIMA DO CÍRIO, o nosso tempo de congratular os espíritos e unir as forças em prol do grande objetivo de agradecer e homenagear Aquela que nos guia e ilumina durante o ano inteiro.
Caí em mim. Ando tão desligada ultimamente que nem tinha me ligado que vem chegando os dias alegres e de muita fé do mês de Outubro; das belas homenagens singelas, grandiosas, humildes e magníficas Àquela que, aqui, crescemos aprendendo a amar, respeitar e adorar... "E como é linda a Santa em sua berlinda..."
Então, continuei minha exaustiva andança, - tocada, confesso - mas já não mais estressada e aguniada. Me pus a caminhar tranquilamente, batendo aqueeeeeeeele paaaapo com a Naza rumo aos vários destinos que ainda me esperavam. Só o pensar, aliviou as tensões. Suavisou meu dia. Até a dormida, que há duas noites vinham sendo "estranhas", foi tranquila depois de um dia inteiro canalizando as energias da festa Dela.
"E o romeiro a implorar, pedindo a Santa em oração para lhe ajudar..." Temporalmente (isso existe? rs) falando, o clima da Mangueirosa é invariavelmente (muito) QUENTE. Mas é incrível como na semana do círio fica ainda mais. Não sei se pelo calor dos romeiros e promesseiros que vem chegando ou se pela quantidade de maniva sendo cozida simultâneamente (rs). Putz! A maniçooooba. Ahhhhhh! A cidade cheira a maniçoba nessa época. Huummm! E o colorido dos brinquedos de miriti e das fitinhas de Nossa Senhora? Ah, tem também as 'camisas do círio' penduradas, expostas até em postes sendo balançadas pelo vento que não esconde a chuvinha de logo mais... A movimentação no CAN. A imprensa, por onde passam as várias procissões da Mãezinha, cobrindo cada detalhe dos preparativos... A cidade inteirinha funcionando em prol da Grande Festa de Manifestação da Fé.
Ah! Sem falar nos preparativos familiares. (RS) Não existe sequer UMA família que não tenha ao menos um membro se descabelando com as 'missões do Círio'. Durante essa semana, todas aquelas tias e vovozinhas - as "carmelitas" - estão preocupadas com "como vai ser o círio?", "Fulano já comprou os entulhas da maniçoba?", "Já avisaram a Joana que o Círio vai ser aqui esse ano?", "Maria, vai buscar os patos na casa da Creuza!", "Menino tu ainda não foste no ver-o-peso pegar o jambu que encomendei há um mês?"...; A filha se preocupa com a blusa que ela vai usar porque das duas milhões de pessoas que estarão na procissão NENHUMA pode estar com uma igual a dela; A ala masculina jamais esquece de por O gêlo no freezer (huuummm O GÊLO! Sim, o sagrado sem o profano não teria taaaanta graça); Os promesseiros se desesperam correndo atrás de milhares e milheres e milhares de litros de água para distribuir nas procissões... Em fim, é um "perrengue danado" que se repete todos os anos 'só' para não 'passar em branco' aquilo que é significativamente chamado "Natal dos paraenses".


Um ótimo Círio a todos e, do fundo do meu coração vagabundo, espero que a Naza derrame, como sempre, suas bençãos sob os lares e familias de todos. "Óóóóóóó, Viiiiiiiiirgem SaAanta, olhai por nós! Olhai por nós, Ó Virgem Santa, pois precisamos de PAZ"

;~)

Nossa Senhora de Nazaré: Rogai por nós!

domingo, 20 de setembro de 2009

Caos. Essa é a palavra que melhor traduz a atual situação do trânsito em Belém. As ruas da cidade parecem mais um emaranhado de veículos desgovernados perambulantes do que vias de tráfego. Os órgãos responsáveis pela gerência do trânsito na capital precisam, com urgência, realizar ações que visem (re)educar a população em geral quanto ao funcionamento do trânsito. Não sei se as pessoas desaprenderam as normas ou se simplesmente optaram por ignorar totalmente o comportamento adequado e seguro quando se pensa em trânsito – particularmente, creio que a segunda opção é a mais cabível já que os órgãos competentes não fazem nada para que as pessoas mudem a visão de que tudo podem.
É verdade que o número de veículos aumentou consideravelmente nos últimos anos e que a infra-estrutura da cidade não estava pronta para comportar esse aumento de fluxo. Mas somado a isso existe o descaso da população. As pessoas não pensam que se cada uma agir de modo correto o todo flui corretamente. Elas só pensam em chegar aos seus destinos e saem atropelando tudo e todos. Em determinados momentos não se consegue entender que mão das vias vai para onde ou que manobra o condutor (barbeiro!) está tentando executar, tamanha é a confusão que se arma no ir e vir de veículos e pessoas que transitam pelas artérias mangueirosas.
É ciclista que não tem por onde andar e acaba por atrapalhar os veículos motorizados, passando por onde bem entende. Pedestres que não respeitam suas limitações. Condutores que não obedecem às leis e sinalizações. Órgãos responsáveis que não fiscalizam e, muito menos, zelam pela tal ordem que deveriam zelar. E assim, se instala o verdadeiro caos. Prestar atenção no movimento do tráfego como espectador é, no mínimo, assustador. Estar participando dele, então, nem se fala.
É urgente e mais que necessária uma reviravolta no trânsito de Belém ou a situação ficará cada vez mais crítica. Além do aumento do número de acidentes, levanto a hipótese da impossibilidade de se trafegar “montando” um veículo motorizado. A população precisa ser conscientizada. Mais vias de tráfego precisam ser abertas. Novas engenharias de tráfego desenvolvidas. E por que não falar em rodízio de veículos?
É, me recolhendo a minha insignificância, continuo esperando que um milagre aconteça e nós finalmente fiquemos livres das atrocidades que assombram o trânsito da nossa querida Belém.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Desespero. Despreraro. Inconsequência.

Será mais uma prova do despreparo patético da polícia brasileira esse episódio da morte da adolescente Eloá Cristina? Sim, eu creio.

Eu não estava lá e nem sei até que ponto posso acreditar no que os veículos de comunicação dizem (ou até mesmo no que dizem os envolvidos). Até onde é fatídico? Onde começa o puro deleite dos repórteres nas mais variadas e mórbidas sensações? E o "medo" dos envolvidos de dizerem algo que não corresponda àquilo que os espectadores querem ouvir?

Me pergunto:
Se não tivessem câmeras, flashs, jornalistas e tantos curiosos no local, será que o tal do Lindembergue teria mantido o espetáculo por tanto tempo? Sem contar a televisão ligada, 24h, dentro do apartamento, transmitindo flashs do espetáculo que ele protagonizava. E a polícia (querendo, a qualquer custo, mostrar um serviço e uma eficácia, que, notavelmente, não tinha), será que teria passado tanto tempo criando estratégias para um Grand Finale?

Temos o exemplo do que aconteceu em uma situação semelhante quando o jovem Sandro Nascimento, o "Mancha", sequestrou o ônibus 174, em 2000. Os policiais despreparados e desesperados com todo aquele circo, protelaram, protelaram, protelaram e protelaram. Montaram mil e uma estratégias (não puseram nenhuma em prática), "visando a integridade dos envolvidos", e deu no que deu: a refém foi morta. E o que é pior: por consequência de um erro policial.

Será que a situação lá no ABC Paulista não foi bem parecida? Como é que um grupo, teoricamente, treinado, especificamente - diga-se, para realizar operações especiais como aquela não tem meios para interromper a ação de um bandido, sendo que esse era o único dever que eles tinham?

Vamos considerar que a amiga de Eloá, Nayara, já disse à polícia, em seu segundo depoimento, que até o momento da invasão, o Lindembergue não havia feito nenhum disparo. E ela reafirmou isso, ontem, três vezes à reportagem do Fanástivo.

Ao que tudo indica, é bem possível que os tiros tenham sido reações desesperadas, assim como a do Sandro do "174", mediante a um ato inconsequente dos policiais. Um brasileiro que compõe a equipe da Inteligência Americana - CIA disse ao Fantástico, no domingo retrasado: "Eu estou com vergonha de ser brasileiro", reiterando sua conclusão de que a ação dos policiais foi equivocada.

O Grupo de Operações Táticas e Especiais, da PM de São Paulo, esperou a situação ficar crítica e irredutível para tomar uma atitude. Só funcionou no tranco. Nada de tática. Muito menos eficácia. E, menos ainda, especialidade.

Ação desesperada, despreparada e inconsequênte. Isso sim.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Assim como são as pessoas são as criaturas

Como Uma Onda
Lulu Santos / Nelson Motta


Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa, tudo sempre passará
A vida vem em ondas como um mar

Num indo e vindo infinito
Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo
Tudo muda o tempo todo no mundo
Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre como uma onda no mar
Como uma onda no mar
Como uma onda no mar



A música de Lulu Santos e Nelson Motta é incontestável. Realmente nada vai ser igual, nunca. Mas, assim como as ondas, determinadas coisas jamais vão deixar de existir. Mesmo que "num indo e vindo". Afinal, é "infinito". "Não adianta fugir, nem mentir pra si mesmo".

Incrível é que a vida nos dá provas disso cotidianamente, mas ainda assim, nos deixamos surpreender por situações, ações, circunstâncias...

Todo mundo sabe que o mundo dá voltas. Portanto, sabe-se que ele sempre pára no mesmo lugar. Difícil é entender como e por quê nos surpreendemos com essas voltas, mesmo sabendo que o mundo é redondo e que ele, invariavelmente, vai passar pelos mesmos lugares. (???)

Como uma Fênix**, determinadas "coisas" ressurgem “das cinzas”. Mas o bom mesmo seria, se como a fênix, essa "coisa" fosse realmente viver essa vida nova pela qual fez questão de re-existir. Mas não. Ela só reapareceu para alçar (seus) vôos altos, deixando para trás aquilo pelo que “lutou” - a vida nova.
Vai entender.

É, "assim como são as pessoas são as criaturas".


** Símbolo da imortalidade, a fênix, segundo a mitologia grega, renasce de suas próprias cinzas, erguendo-se, em seguida, em um vôo alto para levar os restos de sua progenitora ao altar do templo do Deus Sol, seu pai.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AUTOPROTESTO

CORRUPÇÃO; [Do latim, corruptione.] Substantivo feminino.
1.Ato ou efeito de corromper; decomposição, putrefação.
2.Figurado: Devassidão, depravação, perversão.
3.Figurado. Suborno, peita. [Variante: corrupção; sinonimo geral: corrompimento.]


A definição acima é do dicionário Aurélio.
Vim trazer a etimologia da palavra corrupção porque estávamos eu, minha tia, meu padrasto e meu avô, outro dia, discutindo sobre a corrupção em geral e, mais especificamente, sobre a corrupção dos nossos ilustríssimos políticos.
No decorrer da discussão reafirmei minha percepção de que todos nós somos corruptos.
Veja bem, nós nos deixamos corromper por situações corriqueiras, simples como, por exemplo, aceitar um emprego por QI (quem indica, pra quem não conhece) em uma empresa na qual conhecemos o dono, ou somos amigo do filho dono ou do presidente e afins; ou por pedir que um amigo médico nos "encaixe" em um horário que não existe; ou por "furar" uma fila; ou por pedir que determinado processo seja antecipado só porque o juiz é nosso amigo... enfim... São inúmeras situações que nos tornam corruptíveis.
Pela própria etimologia CORRUPÇÃO remete ao verbo CORROMPER. O grande problema é que nós nos convencionamos a acreditar que o ato da corrupção envolve dinheiro. Mas em nenhum momento a etimologia da palavra se refere ao cifrão. Corrupção envolvendo dinheiro é ladroagem. Isso sim.
Portanto, não me amedronto em dizer que aqueles que estão lá, teoricamente, nos representando são Ladrões. Grandes bandidos. E não meros corruptos.
Corruptos somos nós. Nós, devassos, depravados e perversos que os colocamos lá, pensando, na maioria das vezes, em benefícios individuais.

domingo, 28 de setembro de 2008

Pensar ou Dizer? Fazer.



Quando digo quero; já tenho. Quando penso serei; já sou.
Q
uando digo vou; já fui.
Quando penso nunca; retruco, possível.
Quando digo farei; já
fiz. Quando penso vou tentar; já consegui.

Por que pensar ou dizer? FAZER.

Pahola Ribeiro